o que a maior feira do setor ensina sobre biosseguridade.
A biosseguridade é, hoje, um dos temas que mais mobilizam as cadeias de proteína animal. Não por acaso, o
SIAVS 2026 dedicou um espaço inteiro ao assunto: o Experience Biosseguridade, ambiente imersivo voltado
a protocolos sanitários, práticas de prevenção e medidas de controle. Quando um evento desse porte
transforma a prevenção sanitária em atração central, é sinal de que o tema saiu da margem e passou a ocupar
o centro da conversa técnica do setor.
Realizado de 4 a 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS 2026 marcou um novo momento
para o setor ao se consolidar oficialmente como Salão Internacional de Proteína Animal, reunindo num
mesmo encontro as cadeias de avicultura, suinocultura, bovinocultura, piscicultura e produção de ovos. Foi
a maior edição da história do evento, com 45 mil metros quadrados de exposição, um crescimento de 65%
em relação à edição anterior, e a presença de empresas e visitantes de mais de 60 países. Para a Higex,
participar de um evento dessa dimensão representou a oportunidade de aproximar 24 anos de experiência
em controle microbiológico industrial de um público que domina profundamente a própria cadeia produtiva.
Nas conversas ao longo dos três dias, com profissionais de avicultura, suinocultura, bovinocultura e
piscicultura, um padrão se repetiu. A preocupação raramente estava no protocolo em si, que costuma ser
rigoroso e bem documentado. Estava no que acontece nas bordas do protocolo: o que entra pela porta e o
que circula entre setores antes que a rotina de controle perceba. Em biosseguridade, o elo mais decisivo
quase nunca é a etapa que se executa com atenção dentro da área crítica, e sim aquela que acontece antes
de a carga chegar até ela.
O acesso é onde a contaminação cruzada começa
A maior parte da contaminação cruzada em uma planta de proteína animal não nasce dentro da área crítica.
Ela chega transportada. Cada operador, cada troca de turno, cada visita técnica devolve ao ambiente
controlado parte da carga microbiana que a higienização havia acabado de remover.
O calçado é o vetor mais subestimado desse percurso. O que entra pela sola circula por toda a instalação
antes da primeira inspeção do dia, e alcança justamente as áreas que se pretende proteger. É por isso que a
biosseguridade eficaz não começa na bancada nem na linha, mas no ponto de acesso: se a carga é barrada
na entrada, ela não precisa ser combatida depois, já espalhada pelo processo.
A barreira que atua a seco: Sterigex
Em muitos pontos de acesso, a barreira a seco é a resposta mais adequada, sobretudo em áreas onde a
umidade na entrada é indesejada ou onde o fluxo intenso de pessoas exige um controle que se mantenha
estável ao longo de todo o turno. É nesse cenário que o Sterigex encontra o seu lugar.
Como barreira sanitária a seco nos acessos às áreas produtivas, o Sterigex reduz a carga microbiana que entra
pelos calçados e mantém o efeito durante a circulação, sem etapa de enxágue e sem introduzir poças ou
umidade nas áreas de produção. É o controle aplicado exatamente onde a contaminação cruzada começa,
sem interromper o fluxo da operação nem transferir para dentro da planta o problema que se quer deixar
do lado de fora.
A barreira não termina no chão
Controlar o acesso é o primeiro passo, mas parte do risco já está no ambiente. Salas de processo, câmaras,
estruturas elevadas e equipamentos de geometria complexa formam um conjunto de superfícies que a
desinfecção convencional, aplicada ponto a ponto, cobre de modo incompleto. São áreas de difícil alcance,
onde a aplicação dirigida não chega com uniformidade, e onde a carga microbiana encontra condição para
se manter entre um ciclo de higienização e outro.
É nessa lacuna que a desinfecção por fumaça atua como complemento. O Smoke Tech dispersa o agente
desinfetante pelo ambiente, alcançando superfícies que a aplicação dirigida não atinge, com eficácia
comprovada para um conjunto de microrganismos relevantes registrado em ficha técnica. Vale a precisão
técnica: o Smoke Tech é uma rotina preventiva e complementar à desinfecção convencional, nunca um
substituto dela. Sua função é fechar a lacuna de cobertura ambiental, aproveitando janelas de parada e
programas periódicos, sem eliminar as etapas que já funcionam.
Quando o foco está na superfície de contato, e não no volume do ambiente, o Oxxygex complementa o
controle como sanitizante de amplo espectro, com ação sobre bactérias, fungos e leveduras em tempos de
contato reduzidos. Barrar o acesso, cobrir o ambiente e sanitizar as superfícies são frentes distintas de uma
mesma lógica de prevenção: manter a carga microbiana longe do produto, camada após camada.
Biosseguridade é sistema, não produto
Apresentada isoladamente, cada uma dessas frentes parece resolver uma questão pontual. Vistas em
conjunto, revelam algo mais relevante: nenhuma delas, sozinha, protege a operação por completo. Barrar o
acesso sem cuidar do ambiente deixa o risco instalado onde a limpeza não chega. Cuidar do ambiente sem
controlar a entrada apenas combate uma carga que volta a entrar no turno seguinte, pela mesma porta.
O controle microbiológico em uma planta de proteína animal só entrega o seu valor quando a operação
compreende que está lidando com um sistema de barreiras, e não com uma lista de produtos avulsos. O
diferencial não está em ter o instrumento certo para um único ponto, e sim em manter todas as barreiras de
pé ao mesmo tempo, dimensionando cada resposta à realidade específica da planta.
Um evento que reúne a cadeia inteira
O SIAVS é mais do que uma feira comercial. É o espaço onde a pesquisa, a indústria e o comércio da proteína
animal se encontram, onde o conhecimento técnico circula e onde o setor se reconhece como comunidade,
num evento brasileiro que hoje figura entre os maiores do mundo na sua área. A presença da Higex em um
encontro dessa natureza reafirma a sua posição como referência em controle microbiológico industrial e
aproxima a empresa de um público que conhece profundamente os próprios desafios.
Cada operação tem o seu ponto mais vulnerável, e ele raramente é o mesmo de uma planta para a outra.
Por isso o trabalho que faz sentido não começa por um catálogo, mas por um diagnóstico.
Próximos passos
Depois do SIAVS 2026, a Higex segue fortalecendo as conexões estabelecidas durante o evento e levando
essa leitura em camadas do controle microbiológico para dentro das operações de cada cliente. Entender
onde o risco entra e por onde circula, considerando a realidade da sua planta e os pontos críticos da sua
linha, é a conversa que define uma biosseguridade realmente eficaz.
Solicite uma avaliação técnica e identifique os pontos críticos que podem comprometer a segurança
microbiológica da sua operação.